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Carta coletiva pede ao governo de SC a manutenção da quarentena
Dezenas de entidades da sociedade civil endereçaram carta ao governador de Santa Catarina Carlos Moisés (PSL), pedindo a manutenção das medidas restritivas por conta da pandemia da COVID-19. A carta é uma reação ao plano de retomada das atividades econômicas, anunciado por Moisés e que prevê a flexibilização da quarentena. A decisão do governador contraria as orientações sanitárias do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.
O PPGJOR é um dos signatários da carta, junto com uma centena de entidades, como conselhos classistas, sindicatos, setores acadêmicos e produtivo (confira a lista aqui).
Leia a carta do Movimento Consciência SC:
Ao Senhores
CARLOS MOISÉS DA SILVA, Governador do Estado de Santa CatarinaHELTON ZEFERINO, Secretário Estadual de Saúde
As medidas de suspensão das atividades, previamente adotadas em Santa Catarina, atendiam às necessidades de isolamento e distanciamento social em defesa da nossa sociedade. Embora há quem possa ter considerado a decisão prematura, as ações seguiram os protocolos internacionais e foram acolhidas pelos catarinenses, com participação ativa e de esforço coletivo para barrar a expansão da pandemia da Covid-19 em nosso território.
Além de ressaltar a importância das medidas pela atenção aos cidadãos, escrevemos com muita preocupação e angústia, representando inúmeras parcelas e grupos da sociedade catarinense. Temendo uma tragédia anunciada, tomamos a liberdade para escrevê-los. Face ao prognóstico de rápida expansão de casos do novo coronavírus, o Sars-Cov-2, e da doença Covid-19 (e a grave possibilidade de descontrole da estrutura social e de saúde) nas próximas semanas, demonstramos profunda preocupação com a retomada gradativa e parcial de algumas das atividades no território catarinense a partir da próxima semana.
Tememos a repetição de experiências de políticas que, em nome do ganho imediato e das cifras econômicas, agora lamentam a partida de muitas vidas e de famílias devastadas pela enorme capacidade de expansão do vírus. A Itália é o exemplo que mais nos salta aos olhos. Milão promoveu a campanha #MilãoNãoPara há um mês. Ontem, 27 de março de 2020, eram 5.402 pessoas mortas. Em toda a Itália o número ultrapassa 9.134 (conforme dados oficiais das autoridades sanitárias do país).
Em nome da preservação da saúde da comunidade catarinense frente à pandemia no Brasil (sem uma parceria e nem apoio do governo central do país), gostaríamos de solicitar a prorrogação por tempo indeterminado do decreto que orienta a quarentena, com avaliações diárias dos avanços da Covid-19 nas cidades catarinenses. Decisão mais acertada, num momento em que todas as famílias brasileiras (ou mesmo do mundo) se encontram reunidas em suas residências, preservando a saúde e a vida. Estamos temerosos de que o pico de infestação e circulação viral ocorra justamente quando se abrem possibilidades de retomada de atividades.
A suspensão de todos os serviços não essenciais continua sendo a principal medida para diminuir o contágio pelo novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir de 11 de março de 2020, data em que atribuiu à Covid-19 o status de pandemia, estabeleceu como uma das principais medidas para frear a curva de contágio evitar a aglomeração de pessoas.
No Brasil, vários estados, inclusive Santa Catarina, suspenderam as atividades não só no setor de serviços e comércio mas também nas indústrias, os efeitos positivos dessa medida são incontestáveis. Ainda assim, já são mais de 3,4 mil infectados e 92 mortes provocadas pelo coronavírus no país, conforme dados do Ministério da Saúde de 27 de março de 2020. No mundo, já são quase 20 mil pessoas mortas e 500 mil infectadas, com base nos dados oficiais, sem contar as subnotificações.
O isolamento é a principal medida de contenção, medida mais eficaz para diminuir a velocidade de proliferação do Sars-CoV-2. É fundamental garantir proteção à saúde, aos direitos e à vida de trabalhadores, que são os mais expostos à contaminação, pois além de terem menos recursos de proteção e de dependerem dos transportes coletivos em setores como a indústria, trabalham em grande concentração, o que não é indicado num momento de crise sanitária mundial.
Em Santa Catarina, caso isso não ocorra, podemos entrar na lista mundial dos lugares com mais mortes e pessoas infectadas. O colapso do sistema de saúde e o pânico causado pela disseminação acelerada da doença levarão à paralisação da economia, porém num cenário ainda mais frágil do que este pelo qual passamos agora.
Entendendo que os senhores têm tomado as medidas mais sensatas frente à pandemia, e considerando o histórico recente e a baixíssima quantidade de testes (além da fragilidade do sistema de saúde), reforçamos o nosso pedido: que o Governo do Estado de Santa Catarina reveja o decreto de isolamento social, atendendo às orientações da OMS e das autoridades sanitárias, médicas e científicas, estaduais, nacionais e internacionais.
Diante disso, entendemos a necessidade de manter o estado de emergência e a quarentena até que a situação se normalize. Vemos a prorrogação da paralisação conjunta como única forma de continuar a frear o aumento no número de pessoas doentes e desacelerar a transmissão do novo coronavírus.
Santa Catarina, 28 de março de 2020.
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Corte de mais de 600 bolsas de pós-graduação gera indignação e apreensão na UFSC
(reproduzido de Notícias da UFSC, por Caetano Machado/Agecom)
O corte de 637 bolsas da Capes nos programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) gerou indignação e apreensão no meio acadêmico. Publicada em 18 de março, uma portaria da Capes alterou os critérios de distribuição definidos no Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP). O reitor da UFSC, Ubaldo Balthazar, e a pró-reitora de Pós-Graduação (PROPG), Cristiane Derani, assinaram manifestação contra os cortes de bolsas juntamente com representantes de programas e centros de ensino e da Secretaria Regional da SBPC em Santa Catarina (confira o inteiro teor do Ofício aqui).
A nova medida aumenta as perdas: são 25% de bolsas a menos para a UFSC – a diminuição prevista anteriormente era de 10%. A Capes mantém dois tipos de programas de bolsas: o Programa de Excelência (ProEx, que visa manter o padrão de qualidade dos programas de pós-graduação com nota 6 ou 7) e o Programa de Demanda Social (DS, que objetiva apoiar discentes de programas de pós-graduação stricto sensu por meio da concessão de bolsas de estudo).
No início de 2019, a UFSC dispunha 1.040 bolsas Capes-ProEx e 1.469 bolsas Capes-DS (2.509 no total). Com os cortes, a UFSC terá 1.872 bolsas (1.024 Capes-DS e 848 Capes-ProEx – confira a tabela abaixo, por curso).
Segundo a manifestação da UFSC, “Os efeitos desses cortes ultrapassam a realidade imediata de cada um desses estudantes, que perderão as condições mínimas para garantir sua formação pós-graduada. Tais efeitos ainda se projetam para um horizonte futuro que põe em risco todo o investimento que a sociedade brasileira fez no sistema de pesquisa e de pós-graduação nas últimas décadas”.
A coordenadora do programa de pós-graduação em Ecologia da UFSC, Andrea Santarosa Freire, destaca o tamanho do problema: “A Capes reduziu de uma forma irresponsável e arbitrária o número de bolsas. Criou um problema social muito grande: os alunos já haviam se mudado para Florianópolis, alugado casa. Estávamos contando com certo número de bolsas e, da noite pro dia, surgiu uma nova portaria, e esse número de bolsas, diminuído”. O programa também publicou uma Nota de Repúdio à Portaria.
A expectativa de Andrea não é só de reverter a portaria da Capes, mas também “resolver a situação dos alunos, que estão totalmente desamparados, no meio da pandemia, tendo que ficar em casa. Só que simplesmente não vão ter o dinheiro da bolsa para pagar o aluguel da casa, onde eles têm que ficar. Não podem ir a lugar algum por causa da pandemia. Isso criou não só um problema profissional, mas um problema social muito grande. Eu sei dos alunos da Ecologia, mas tem as bolsas de todos os outros cursos”.
No Ofício encaminhado à Capes o reitor e a pró-reitora de Pós Graduação manifestam-se repudiando a Portaria nº 34/2020, da CAPES, e exigindo sua revogação, com a devolução das cotas de bolsas retiradas. “Demandamos também a refundação total da maneira pela qual a Capes, grande conquista da pesquisa e do ensino em nível de pós-graduação da sociedade brasileira, vem atuando e se relacionando com os diversos programas de pós-graduação que teoricamente a compõem. Isso incluiria, dentre outras medidas, a suspensão de todos os prazos vigentes atualmente, como o do relatório Sucupira (em consonância com a manifestações dos coordenadores de áreas), a manutenção de todas as bolsas existentes e a retomada, de maneira aberta e participativa, das discussões sobre financiamento, avaliação e políticas de gestão em geral, quando as condições sociais o permitirem”.
“Em todas as áreas de conhecimento, um corte dessa monta impacta negativamente o desenvolvimento do país, a vida e o bem-estar da população, pois impede a formação de profissionais de alto nível para atuar na sociedade”, escrevem.
No Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, serão nove bolsas a menos, quatro de mestrado e cinco de doutorado. Os cortes representam 32% da cota atual, praticamente um terço.
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PPGJOR anuncia inscrições homologadas no processo seletivo
A coordenação do PPGJOR/UFSC publica hoje o edital 04/2020 com a lista das inscrições homologadas no Processo Seletivo 2020. O documento também indica os candidatos não homologados no certame, apontando os motivos do indeferimento. Esses candidatos podem apresentar recurso entre os dias 27 e 29 de março, conforme o cronograma retificado. As respostas a esses recursos sai até o dia 31 de março.
Etapas e demais detalhes da seleção deste ano estão no edital.
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Atendimentos presenciais suspensos por mais uma semana
A reitoria da UFSC publicou hoje, 24, a portaria 355, prorrogando por mais 7 dias a suspensão do expediente presencial nas atividades técnicas e administrativas em todas as unidades da universidade. A medida é resultado da avaliação do cenário local com a pandemia do novo coronavírus. A decisão vale também para o PPGJOR. A Coordenação e a Secretaria continuam mantendo plantão de atendimento por email no horário convencional: de segunda à sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas. Consultas e demais comunicações com a secretaria do PPGJOR devem ser feitas apenas pelo email ppgjor@contato.ufsc.br com cópia para coordenador.ppgjor@contato.ufsc.br
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Homologação dos inscritos no processo seletivo sai dia 26
A Administração Central da UFSC publicou portaria hoje, 18, suspendendo em 7 dias os cronogramas dos processos seletivos na Universidade. O PPGJOR publicaria amanhã, 19, a lista das inscrições homologas em nossa seleção 2020. Atendendo à normativa da Reitoria, as candidaturas homologadas serão publicadas só no próximo dia 26 de março.
A mudança alterou todo o cronograma do edital. Novas datas e prazos podem ser conferidos no Edital Retificado.
A Coordenação tranquiliza aos candidatos que o novo cronograma prevê prazos para eventuais pedidos de revisão, resguardando os direitos dos inscritos. “Estamos apenas adaptando as datas a uma nova realidade. É até possível que façamos novos ajustes em breve, caso a pandemia nos obrigue. De qualquer forma, pedimos a todos que fiquem atentos aos nossos canais de comunicação, o site e ao Twitter do PPGJOR”, completou o coordenador Rogério Christofoletti.



