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PPGJOR tem nova coordenação

Terezinha Silva e Rogério Christofoletti assumem a coordenação do PPGJOR. Foto: Gislene Silva
O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC está sob nova direção. A partir de hoje, 1º de março, e pelos próximos dois anos, assumem a coordenação os professores Rogério Christofoletti e Maria Terezinha da Silva. Eles foram eleitos de forma unânime em dezembro passado pelo Colegiado.
Christofoletti está no programa desde setembro de 2009 e já foi coordenador entre 2012 e 2014. Terezinha ingressou na UFSC em fevereiro de 2017.
A nova coordenação deve dar continuidade aos esforços de aperfeiçoamento do programa, iniciados pela gestão anterior (Cárlida Emerim e Rita Paulino), e tem como desafio liderar o PPGJOR na primeira avaliação quadrienal da pós-graduação feita pela Capes.
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Abertas inscrições para disciplina isolada
Estão abertas as inscrições para vagas em disciplinas isoladas no PPGJOR/UFSC. Essas disciplinas podem ser cursadas por interessados que não estejam ainda matriculados no mestrado ou doutorado do programa. A modalidade permite que aspirantes a vagas efetivas conheçam a dinâmica do PPGJOR.
Neste semestre, o Programa está oferecendo vagas em quatro disciplinas eletivas: Estudos Avançados em História do Jornalismo, Estudos Avançados em Economia e Politica do Jornalismo: Jornalismo e Espaço Público, Estudos Avançados em Tecnologia do Jornalismo e Tópicos Avançados em Tecnologias, Linguagens e Inovação em Jornalismo.
As inscrições são gratuitas e online, e o prazo para fazê-las vai de hoje, 28 de fevereiro, a 4 de março.
Todos os detalhes estão no edital.
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PPGJOR lança edital para selecionar mestrandos e doutorandos
O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR/UFSC) lança hoje o edital do processo seletivo 2020 para o ingresso de novos mestrandos e doutorandos. Interessados podem fazer suas inscrições gratuitas até 17 de março, e a seleção tem três etapas: avaliação de projetos e currículos, prova escrita e entrevista.
Todas as datas, prazos e detalhes da disputa estão no edital, e um modelo de projeto de pesquisa a ser submetido está disponível neste link. Foram abertas 18 vagas de mestrado e 13 de doutorado.
O PPGJOR é um programa dedicado a pesquisar o jornalismo e a formar investigadores e professores na área. Seus 15 professores estão distribuídos em três linhas de pesquisa: Cultura e Sociedade, Tecnologias, Linguagens e Inovação, e Conhecimento e Profissão. O programa existe desde 2007, é um dos únicos do país a oferecer Mestrado e Doutorado em Jornalismo, e tem nota 4 no sistema de avaliação da Capes.
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Mais uma revista em parceria com Universidade de Coimbra
Acaba de ser publicado o número 9 da revista Mediapolis, editada pelo Grupo de Investigação em Comunicação, Jornalismo e Espaço Público, do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (Ceis20), da Universidade de Coimbra, Portugal. Com o dossiê “Reinventando Novos Pactos Globais para a Ética da Comunicação e do Jornalismo”, esta é a segunda publicação seriada na parceria que o PPGJOR tem com os colegas portugueses.Em dezembro passado, a Estudos em Jornalismo e Mídia, revista do PPGJOR/UFSC, publicou o especial “Qualidade no Jornalismo, Democracia e Ética”, que terá um segundo volume em junho próximo. “No seu conjunto, cremos que estas iniciativas darão um contributo importante para a atualização do tema junto da comunidade lusófona”, comentam os editores Carlos Camponez e Rogério Christofoletti na apresentação da Mediapolis.
A edição das três revistas está no âmbito da Rede Lusófona pela Qualidade da Informação (RLQI), fundada em dezembro de 2018, e que reúne pesquisadores e jornalistas de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor e Macau. Um livro sobre regulação do jornalismo nos países de língua portuguesa também está sendo produzido e tem previsão de lançamento ainda neste ano.
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PPGJOR apoia nota da Fenaj em defesa das mulheres jornalistas
Os mais recentes ataques nas redes sociais, no Parlamento e vindos até da presidência da República motivaram a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) a emitir nota contra o machismo e em defesa das mulheres jornalistas. O PPGJOR apoia a manifestação e reproduz a nota a seguir:
Em defesa das mulheres jornalistas
e contra o machismoNum cenário em que o jornalismo profissional tem assumido um ingrato protagonismo nas disputas políticas que ocorrem no Brasil, mais uma vez, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, protagoniza grave episódio de machismo, sexismo e misoginia. Nesta terça-feira (18/02), o mandatário decidiu atacar a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo, em pronunciamento com falas de conotação sexual, gravadas em vídeos transmitidos ao vivo.
A jornalista vem sendo alvo de pesados ataques virtuais dos seguidores do presidente e do próprio clã bolsonarista por seu trabalho de jornalismo investigativo, que denunciou o pagamento, por um grupo de empresários apoiadores de Bolsonaro, para envio em massa de mensagens falsas por meio de aplicativo, na campanha presidencial de 2018.
Na semana passada, a premiada repórter foi novamente atacada nas redes sociais, após mentiras declaradas por um depoente na CPMI das Fake News. Na ocasião, Hans River Nascimento, ex-empregado de uma agência de disparo de mensagens digitais mentiu em depoimento, com declarações de cunho sexista, injuriando a repórter e pondo em xeque seu rigoroso trabalho jornalístico.
O filho do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro, repercutiu as declarações mentirosas sobre a produção da matéria jornalística em sua conta no Twitter e no plenário da Câmara, inflamando os seguidores a alimentarem a rede de ódio contra Patrícia na internet.
A partir deste episódio, as mulheres jornalistas desse país também foram vítimas de viralização de vídeo, imagens e “memes” que relacionam a apuração de matérias jornalísticas e a produção de notícias a troca por sexo. Assim, a pouco mais de duas semanas do 8 de Março, data emblemática da luta feminista, toda uma categoria profissional é atingida pela violência de gênero.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mais uma vez, manifesta repúdio ao teor do pronunciamento do presidente e, junto com sua Comissão Nacional de Mulheres, coloca-se como incansável na tarefa de denunciar, tão sistemático quanto forem, os absurdos declarados por Jair Bolsonaro.
Dedicamos nossa solidariedade e atuação sindical, seja no campo político ou no jurídico (em fase de encaminhamento), às mulheres desse país, às mulheres jornalistas, às mulheres trabalhadores, na pessoa de Patrícia Campos Mello, na certeza de que não passarão os insultos e ofensas de cunho machista, sexista e misógino. Que nosso grito de repúdio sirva para frear tais comportamentos, vindos de quem quer que seja, sobretudo do mandatário da Nação, que deveria defender toda a população e, sobretudo, as maiorias silenciadas de direitos.
Brasília, 18 de fevereiro de 2020
Comissão Nacional de Mulheres da FENAJ
Federação Nacional dos Jornalistas



