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Ricardo Leite defende dissertação sobre representação de imigrantes venezuelanos no Jornal Nacional
Amanhã, sexta-feira (29), a partir das 14 horas, o mestrando Ricardo Leite defende a dissertação “Representações de imigrantes venezuelanos no Jornal Nacional”. A pesquisa é orientada pela professora Maria Terezinha da Silva e terá na banca avaliadora as professoras Paula de Souza Paes da Universidade Federal da Paraíba e Liliane Dutra Brignol da Universidade Federal de Santa Maria.
A pesquisa objetiva compreender de que forma os imigrantes venezuelanos são retratados nas matérias do Jornal Nacional e quais as representações fornecidas sobre esse grupo social no noticiário brasileiro. A partir do conceito operador de representação do sociólogo Stuart Hall, analisamos as relações do jornalismo com as representações que este coloca em circulação sobre esse grupo social, refletindo sobre as possibilidades de modificação da realidade social dos imigrantes. Consideramos que um dos papéis do jornalismo pode ser o de facilitar o acolhimento dos cidadãos imigrantes na sociedade brasileira, dentro da premissa da defesa dos direitos humanos.
Os resultados da pesquisa permitem argumentar que a cobertura do Jornal Nacional sobre os cidadãos venezuelanos que migraram para o Brasil nos últimos anos concentra-se em poucos aspectos da conjuntura que envolve essa movimentação. O telejornal pouco aprofunda a situação dos imigrantes ou de seu país. Quando o jornalismo singulariza em excesso o tema da notícia, deixando de considerá-lo multifacetado, ele não contribui para uma mudança positiva na vida desses cidadãos. A pesquisa, portanto, reflete também sobre de que maneira pode-se tratar a alteridade dentro do jornalismo, não com base em estereótipos e na exotização da diferença, mas na valorização da multiplicidade e do potencial que há no contato entre culturas, ideias e pessoas.
A defesa ocorrerá por videoconferência, respeitando as normas de distanciamento físico, e pode ser acompanhada por este link.
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PPGJOR comunica a Segunda Etapa do Processo Seletivo 2022 – Prova de Conhecimentos Específicos
O PPGJOR realiza na segunda-feira, 02/05, a segunda etapa do seu Processo Seletivo 2022. Dezessete (17) candidatos a vagas no Mestrado e 09 de Doutorado fazem as provas de conhecimento específicos, baseadas nas bibliografias listadas no edital. A segunda etapa será realizada a distância, pela internet. Fiquem atentos e aguardem orientações para acesso às provas.
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Resultado Preliminar da Primeira Fase do Processo Seletivo – PPGJOR 2022
A coordenação do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, no uso de suas atribuições, torna público o RESULTADO PRELIMINAR DA PRIMEIRA FASE do Processo Seletivo do PPGJOR em 2022 com listagem de aprovados e não-aprovados conforme o que rege o Edital 001/PPGJOR/2022. Clique aqui!
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“A imparcialidade tem uma premissa e ela é a Declaração Universal dos Direitos Humanos”, explica profª Bianca Santana
A profª Drª Bianca Santana ministrou, na última terça-feira (19), a aula magna 2022 do PPGJOR UFSC. Com a fala intitulada “O enfrentamento ao racismo na prática jornalística”, a professora trouxe para o debate o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros para falar sobre a imparcialidade profissional. Santana explica que não se pode confundir imparcialidade com dar voz a racistas versus quem enfrenta o racismo. “Imparcialidade é a partir da defesa dos direitos humanos. Imparcialidade tem uma permissão e a premissa é a nossa Constituição, é a Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
A autora de “Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro”, explicou ainda que o jornalismo hegemônico no Brasil é branco e por viés inconsciente ou não, reproduz o que Cida Bento chama de pacto narcísico da branquitude. Santana elucidou que Cida Bento define branquitude como a preservação de pactos entre iguais, de hierarquias raciais que encontram ecos em diferentes organizações, incluindo aí as jornalísticas.
“Tantas vezes as pessoas falam de critérios jornalísticos, sem desconfiar que muitas vezes esses critérios não são técnicos, mas são critérios que conformam esse pacto narcísico da branquitude”.
A professora citou ainda a campanha da Coalizão Negra por Direitos voltada para jornalistas e que buscou denunciar o genocídio da população negra no Brasil, pedindo aos profissionais da imprensa que utilizassem os termos adequados para se referir aos fatos que envolvessem o tema. Segundo Bianca Santana, a forma como o jornalismo deixa de contextualizar corretamente a informação oferecida ao público dá a entender que existe um problema de violência igualmente distribuído entre a população, o que é desmentido pelo Atlas da Violência no país.
“Quando a gente sabe 91% das crianças assassinadas por tiro no Rio de Janeiro são crianças negras, por que os jornais ainda falamos em bala perdida? Que bala perdida encontra uma criança branca na Zona Sul do Rio de Janeiro? Por que a bala perdida só se perde nas favelas e nos morros e só encontra corpos de crianças negras? São execuções.”
Assista a aula magna 2022 completa:
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Parceria acadêmica entre PPGJOR e Programa de Pós-Graduação em Estudos Antrópicos da Amazônia (PPGEAA)
A partir do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia, por meio de parceria estabelecida entre Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o discente de mestrado Danilo Teixeira Lima, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Antrópicos da Amazônia (PPGEAA), realizará uma missão de pesquisa junto ao Programa de Pós-graduação em Jornalismo (PPJOR) da UFSC.Sob orientação do Prof. Dr. Marcos César da Rocha Seruffo (UFPA) e Profª Rita Paulino (UFSC), o discente irá ampliar as investigações sobre a “Experiência do usuário em sites de notícias em diferentes regiões do Brasil: um estudo de caso Norte e Sul”.
A primeira fase coleta de dados, investigação com usuários nortistas já foram realizadas. Inclusive, dados preliminares foram publicados como um capítulo do livro “Collection: Applied computer engineering 2” da Atena Editora.
Nesse sentido, a missão de pesquisa se dá para que seja aplicada a segunda fase de pesquisa, desta vez com usuários sulistas. A missão ainda é uma oportunidade para que o discente possa ampliar seus conhecimentos sobre pesquisa em jornalismo.
A missão de pesquisa será em caráter presencial na UFSC, em Florianópolis, no período de 11 de abril de 2022 a 11 de maio de 2022.



