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Abertura da Jornada Discente discute ações afirmativas e construção do conhecimento
A conferência de abertura da 10ª Jornada Discente do PPGJOR acontece na próxima segunda-feira, dia 15 de março, às 19h (horário de Brasília). Para os inscritos no evento, a palestra será transmitida pela plataforma Doity. Público em geral poderá acompanhar as discussões da mesa pelo Youtube, no canal da Jornada Discente.
Com o tema “Ações afirmativas na construção do conhecimento em Jornalismo”, a palestra será ministrada por três convidados:
Fabiana Moraes, professora e pesquisadora do Núcleo de Design e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Jornalista e autora de livros premiados como Os Sertões (2009) e O Nascimento de Joicy (2011). Tem interesse em questões como mídia, infoentretenimento, visibilidade, pobreza e sociologia do consumo.
Eric Marky Terena, Jornalista pela Universidade Católica Dom Bosco, instituição do Mato Grosso do Sul. Membro idealizador da Mídia Índia e especialista em etnomídias. A partir de uma rede de comunicação independente, seu trabalho busca mostrar a luta e a voz dos povos indígenas brasileiros.
Leslie Sedrez Chaves, professora e chefe do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Integrante da Comissão de Ações Afirmativas do PPGJOR/UFSC. Jornalista e pesquisadora de temas como identidade étnica e mídia, movimentos sociais em rede, movimentos sociais negros, cidadania e usos da internet.
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Eduardo Meditsch dá a aula magna no PPGCOM da UnB
O professor Eduardo Meditsch, do PPGJOR, é o palestrante da aula magna da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília, hoje (15) a partir das 16 horas. O título da conferência é “Uma História Política da Comunicação”, com transmissão online neste canal e neste.
Meditsch foi um dos fundadores do PPGJOR/UFSC, atualmente é docente permanente e pesquisador da linha Conhecimento e Profissão do Programa; em paralelo, é professor visitante na UnB.
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Jornada Discente começa na segunda, 15
Os organizadores da 10ª edição da Jornada Discente do PPGJOR divulgaram a programação do evento, que começa na próxima segunda-feira, dia 15. Serão oito mesas, distribuídas em cinco dias, sempre com atividades em caráter remoto, para atender as restrições sanitárias impostas pela pandemia.
Dezesseis professores do Programa, convidados e egressos fazem as mediações, e estão previstas comunicações científicas de 39 mestrandos e doutorandos, que vão apresentar suas pesquisas em andamento. A Jornada vai acontecer por meio das plataformas Doity e Zoom. Para participar, é necessário se cadastrar nelas e fazer o download do aplicativo Zoom Cloud Meet. A presença dos participantes será registrada automaticamente pelo próprio Doity, e depois utilizada para gerar os certificados.
Inscrições
As incrições devem ser feitas a partir de amanhã, 13, neste link.
O limite de inscrições no Doity é de 300 pessoas e só é permitida uma inscrição por CPF.
São três categorias que vão determinar a emissão dos certificados:
- Discente PPGJor (Apresentação/Organização): para quem está na organização do evento e apresentará sua pesquisa em uma das mesas;
- Discente PPGJor (Organização): para quem está na organização do evento;
- Discente PPGJor (Apresentação): para discente do PPGJor que apresentará a pesquisa no evento.
Programação
15 DE MARÇO
19h – Mesa de abertura
19h30 – Conferência de abertura “ Ações afirmativas na construção do conhecimento em Jornalismo”, com Fabiana Moraes – Professora (UFPE), Leslie Chaves (UFSC) e Eric Marky Terena (Mídia Índia e Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)
21h – Debate
22h – EncerramentoMESA 1 – 16/03 – 9h
Transformações no jornalismo
Mediadores: Livia Vieira e Marcelo Barcelos
- Mutações do fotojornalismo das agências internacionais de notícias e a cobertura da pandemia da covid-19 (Lauriano Atílio Benazzi)
- O telejornalismo local e os aspectos da inovação no telejornal Bom Dia Santa Catarina (Paulo José Mueller)
- O processo de reportagem nas narrativas de “repórteres especiais” (Magali Moser)
- Jornalismo de dados: desafios no ensino e mudanças nas práticas profissionais (Mariane Pires Ventura)
MESA 2 – 16/03 – 14h
Gênero e feminismo
Mediadoras: Fernanda Nascimento e Terezinha Silva
- Características da crítica feminista de jornalismo acadêmica (Gabriela Almeida)
- Jornalistas em aliança: a formulação de uma perspectiva de gênero transnacional (Jessica Gustafson)
- Quebrando o teto de vidro? Trajetórias de mulheres jornalistas em contexto de crises (Andressa Kikuti Dancosky)
- Construção da perspectiva de gênero no jornalismo da Revista AzMina (Gabriela Schander)
- O discurso jornalístico sobre a primeira transmissão da Copa do Mundo Feminina (Letícia de Castro)
MESA 3 – 17/03 – 9h
Construção de sentidos, direitos humanos e cidadania (primeira parte)
Mediadores: Jorge Ijuim e Criselli Montipó
- Os Povos Guarani na Imprensa: aproximações e distanciamentos entre Brasil e Paraguai (Tatiane K. Barbosa de Queiroz)
- Cobertura jornalística sobre direitos humanos de crianças e adolescentes no Brasil (Lynara Ojeda de Souza)
- Quando uma de nós morre: as notícias de feminicídio nos portais online catarinenses (Malena Wilbert)
- Corpos dissensuais em comunidade: um reexame de subjetivações nos fotojornalismos (Rafael Giovani Venuto)
- Condições de visibilidade midiática de quilombolas na cobertura jornalística do Acordo de Alcântara (Marisvaldo Silva Lima)
MESA 4 – 17/03 – 14h
Construção de sentidos, direitos humanos e cidadania (segunda parte)
Mediadores: Daiane Bertasso e Carlos Locatelli
- A dimensão emocional do jornalismo na valoração das vozes dos sujeitos pobres (Rafael Winch)
- A formação universitária e o jornalismo profissional feito a partir das periferias (Juliana Freire)
- Representações sociais de pessoas com deficiência em notícias no portal G1 (Thais Araujo de Freitas)
- Representações de imigrantes venezuelanos no Jornal Nacional (Ricardo Borges Leite)
MESA 5 – 18/03 – 9h
Processos de produção e trabalho
Mediadores: Jacques Mick e Janara Nicoletti
- O micromundo dos jornalistas de dados no Brasil: Carreira profissional e construção de identidade (Patrícia Lima)
- O avesso do romântico: idealismo e precarização em novos arranjos de jornalismo (Dairan Mathias Paul)
- Sustentabilidade financeira de meios jornalísticos nativos digitais brasileiros (Natasha Ramos)
- O impacto da pandemia de Covid-19 no modelo de negócios dos portais de notícias de Santa Catarina (Ricardo Aoki)
- Transparência como valor e prática: contribuições do Projeto Credibilidade para o jornalismo brasileiro (Denise Becker)
- Práticas profissionais e discursivas nas redes de comunicação do agronegócio no contexto digital (Suelyn da Luz)
MESA 6 – 18/03 – 14h
Jornalismo digital e Tecnologia
Mediadoras: Raquel Longhi e Stefanie da Silveira
- Estratégias de familiarização e autorreflexão em visualizações de dados interativas (Olga Clarindo Lopes)
- Produção e publicação no jornalismo mobile first no Brasil (Jéssica Karina Weirich)
- A apropriação da ferramenta Instagram Stories pelo Estadão e as narrativas criadas no noticiário interativo “Drops” (Dara Yanca Zimermann)
- Tensionamentos entre plataformas, mediações algorítmicas e a agenda setting (Lia Gabriela Pagoto)
MESA 7 – 19/03 – 9h
Teoria do Jornalismo
Mediadoras: Gislene Silva e Samuel Pantoja Lima
- Um olhar para a crise de legitimidade jornalística a partir da Teoria Democrática (Marcionize Elis Bavaresco)
- Colonialidade e afeto: para pensar a episteme do Jornalismo (Gabriela Bregolin Grillo)
- Adaptações metodológicas na pesquisa diante da pandemia de SARS-CoV-2 (Janaine Kroubauer)
- A crítica de imprensa em colunas de ombudsman (Juliana de Amorim Rosas)
- A hiperespecialização do jornalismo com temas sobre o Espaço Sideral pela imprensa de Portugal e do Brasil (Leoni Serpa)
MESA 8 – 19/03 – 14h
Radiojornalismo
Mediadoras: Valci Zuculoto e Juliana Gobbi
- Transformações da transmissão do radiojornalismo na live do Facebook: o caso da Banda B (Gabriel Witiuk)
- Programação radiojornalística maranhense (Nayane Brito)
- Reconfiguração da reportagem radiofônica brasileira contemporânea (Arnaldo Zimerman)
- Do hertz ao bits: o uso da convergência por emissoras comunitárias maranhense (Jefferson Sousa)
- As características e estéticas dos Podcasts jornalísticos frente ao Rádio (Luis David Falcão Padilha)
- Comunicar ciência nas rádios públicas e universitárias: experiências, programas e narrativas jornalísticas em Portugal, Brasil e Espanha (Paulo Roberto Santhias)
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Inscrições na seleção do PPGJOR terminam na sexta, 12
Interessados em vagas no mestrado ou doutorado no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR/UFSC) tem até sexta-feira, 12, para fazer suas inscrições. O edital deste ano tem duas importantes novidades: todo o processo seletivo será a distância e metade das vagas serão destinadas a ações afirmativas. Segundo o edital, são quatro os grupos sociais previstos: pessoas pretas, pardas, quilombolas e indígenas, pessoas com deficiência, travestis e transsexuais, e pessoas refugiadas.
A seleção tem três etapas: avaliação de projetos e currículos, prova escrita e entrevista. Todas as fases serão realizadas de forma remota, respeitando as restrições sanitárias impostas pela pandemia da Covid-19. Requisitos, datas e detalhes da disputa constam do edital, inclusive declarações adicionais a serem apresentadas por candidatos das ações afirmativas e um modelo de projeto de pesquisa a ser submetido.
Criado em 2007, o PPGJOR é um programa dedicado a investigar o jornalismo e a formar pesquisadores e professores na área. O corpo docente tem 16 professores distribuídos em três linhas de pesquisa: Cultura e Sociedade; Tecnologias, Linguagens e Inovação; e Conhecimento e Profissão. O programa é um dos únicos do Brasil a oferecer Mestrado e Doutorado em Jornalismo. Os cursos são inteiramente públicos e gratuitos, e o PPGJOR tem nota 4 no sistema de avaliação da Capes.
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Pesquisa investiga perfil do jornalista brasileiro
Pesquisadores da Rede de Estudos sobre Trabalho e Identidade dos Jornalistas (RETIJ), vinculada à Associação Nacional dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR), e dos programas de pós-graduação em Sociologia e Ciência Política (PPGSP) e em Jornalismo (PPGJOR) iniciam neste mês uma ampla investigação que vai determinar o perfil do jornalista brasileiro. O estudo pretende atualizar o levantamento de 2012, que foi o mais amplo já feito no país sobre o tema.
Os dados de 2012 detalham características demográficas, políticas e de trabalho dos três segmentos principais da categoria: na mídia, fora da mídia e em docência. Para fins comparativos, boa parte do questionário de pesquisa será mantido, mas podem haver mudanças e a inclusão de novos blocos de questões.
A primeira pesquisa foi respondida por 2.731 jornalistas, de todas as Unidades da Federação (estudo por amostragem, com 95% de grau de confiança e margem de erro inferior a 2%). Foi possível observar diversas constatações importantes sobre quem é o jornalista brasileiro, como a predominância feminina (64% da categoria), apesar da maior parcela de homens nos cargos de chefia.
Além de atualizar esses dados, o estudo de 2021 pretende ir além. O objetivo é contribuir com, pelo menos, três novos temas de enorme importância para a categoria profissional: a precarização do trabalho jornalístico; as condições de saúde laboral; os efeitos das inovações tecnológicas nos saberes e fazeres da profissão.
A pesquisa conta com o apoio institucional das seguintes entidades: Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Profissão Jornalista (APJor), Associação Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR) e Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ). Conta ainda com o apoio, na divulgação e mobilização da rede de respondentes, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM).
O site da pesquisa “Perfil do Jornalista Brasileiro 2021: características sociodemográficas, políticas, de saúde e do trabalho” pode ser acessado aqui.
Mestrandos e doutorandos do PPGJOR e os professores Jacques Mick e Rogério Christofoletti fazem parte da equipe de pesquisa, coordenada pelo também professor Samuel Lima.



