Professora e egresso(as) do PPGJor publicam artigos em dossiê sobre 60 anos do golpe na revista Radiofonias
A recém lançada edição da Radiofonias – Revista de Estudos em Mídia Sonora traz o dossiê “O rádio nos 60 anos do golpe civil-militar: vozes, silêncios e reverberações”, editado pelas pesquisadoras Nair Prata (UFOP/FUMEC), Nelia Del Bianco (UnB) e Karina Woehl de Farias (UNESP Bauru). Entre os artigos publicados, três são de egressas(o) e da professora Valci Zuculoto, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJor/UFSC).
O artigo “Censura e repressão nas ondas do rádio no interior do Rio Grande do Sul” é de autoria da doutora pelo PPGJor Marli Vitali , tendo como coautora Rafaela Clezar. A pesquisadora Luciana Paula Bonetti Silva, mestre pelo nosso Programa e doutora pela História da UFSC, assina o texto “Reverberações da Ditadura Militar no conteúdo jornalístico do programa A Voz Do Brasil (1985-2017)”. A professora Valci Zuculoto e o mestre egresso do PPGJor Guilherme Gonçales Longo participam da edição com o artigo ” As rádios públicas brasileiras e o Golpe de 64: principais estações e seus contextos históricos no período de instauração da ditadura”.
A professora Karina Woehl de Farias, da UNESP Bauru e uma das editoras do dossiê, é doutora egressa do PPGJor. Ela também é uma das autoras da entrevista publicada na Radiofonias.
APRESENTAÇÃO
O rádio e os 60 anos do golpe de 1964
Nair Prata, Nelia Del Bianco, Karina Woehl de Farias
DOSSIÊ O rádio nos 60 anos do golpe civil-militar: vozes, silêncios e reverberações
Muito perto do povo e muito longe da elite: João Batista Marçal e a resistência à ditadura pelo rádio na Grande Porto Alegre
Luiz Artur Ferraretto
Censura e repressão nas ondas do rádio no interior do Rio Grande do Sul
Marli Vitali, Rafaela Cleza
A Rádio Jornal do Brasil no contexto do golpe civil-militar de 1964
Pedro Serico Vaz Filho
Reverberações da Ditadura Militar no conteúdo jornalístico do programa A Voz Do Brasil (1985-2017)
Luciana Paula Bonetti Silva
As rádios públicas brasileiras e o Golpe de 64 – principais estações e seus contextos históricos no período de instauração da ditadura.
Valci Regina Mousquer Zuculoto, Guilherme Gonçales Longo
ENTREVISTA
João Batista de Abreu: Os bastidores da resistência à censura no rádio
Nair Prata, Nelia Del Bianco e Karina Woehl de Farias
RESENHA
O controle do rádio nos regimes de Vargas e Salazar
Erivelto Amarante




A Comunidade Acadêmica do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina registra, consternada, o falecimento do jornalista Aderbal João Rosa Filho, ocorrido hoje, 29 de outubro de 2024. Formado em nosso curso na década de 1980, Deba mantinha laços estreitos com o Departamento e o Programa de Pós-Graduação deem Jornalismo, colaborando em eventos e em debates sobre a profissão jornalística, assunto que dominava como poucos. Como presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, foi uma liderança firme e contundente, coerente e respeitada. Nas campanhas salariais e nas mesas de negociações, agia com habilidade e conduzia a categoria de forma incansável. Em momentos críticos da história do Sindicato, foi imprescindível para a continuidade da instituição e sempre esteve disponível para uma causa que extrapolava seu largo sorriso: a organização da categoria. Acreditava na luta coletiva e no compromisso ético dos jornalistas, combatia a precarização do trabalho e mantinha uma fé inabalável no jornalismo como instrumento de transformação social. Manifestamos nossa solidariedade à família, aos jornalistas catarinenses e aos muitos amigos de Deba diante desta inconsolável perda.


