Critérios de mídia noticiosa uma Investigação a partir da Polêmica do livro didático

25/09/2014 13:14

DEFESA DE DISSERTAÇÃO

CRITÉRIOS DE MÍDIA NOTICIOSA UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DA POLÊMICA DO LIVRO DIDÁTICO

Mestranda: Wânia Celia Bittencourt                                                                               

Orientadora: Profa. Dra. Gislene da Silva

Banca examinadora

Profa. Dra. Daisi Vogel (POSJOR/UFSC), Profa. Dra. Rosana de Lima Soares (Universidade de São Paulo), Prof. Dr. Bruno Souza Leal (Universidade Federal de Minas Gerais)

Quando: 26 de setembro de 2014 , sexta-feira – 14 horas

Onde: Sala 141 , 1o. andar, prédio A (Centro de Comunicação e Expressão/UFSC)

Pesquisadores do campo da Comunicação percebem uma fragilidade no que se refere a teorias e procedimentos sobre crítica da mídia, que tem caráter esporádico e escassa discussão sobre critérios e valores. A partir de uma experiência técnico-cultural, esta pesquisa elege como objeto de estudo a crítica de mídia noticiosa e seus critérios. A pesquisa orienta-se por dois objetivos: (1) identificar critérios existentes nas falas críticas produzidas pela sociedade sobre as práticas e os processos jornalísticos; (2) fazer a crítica de mídia noticiosa, buscando identificar problemas nas notícias analisadas e inferir critérios de análise de notícias.  Toma-se como objeto empírico o acontecimento jornalístico que ficou conhecido como a polêmica do livro didático, ocorrida no Brasil em maio de 2011, dividido em dois corpus: (a) a repercussão crítica sobre as notícias, reunidas no dossiê Por Uma Vida Melhor, organizado pela ONG Ação Educativa; (b|) as notícias sobre a polêmica no Portal IG.

Galeria de fotos da Palestra do Professor Wolfgang Donsbach

22/09/2014 23:53

Fotos: Estevam Scuoteguazza/UFSC

 

 

Tópicos em Jornalismo, Cultura e Sociedade

20/09/2014 21:54
O segundo dos quatro minicursos oferecidos em 2014.2 pelo Programa de Pós-Graduação em Jornalismo inicia na terça, 26, às 8h20. Coordenado pelo prof. Dr. Paulo Bernardo Vaz, da Universidade Federal de Minas Gerais e visitante junto ao POSJOR, com aulas na sala 141 (prédio A do CCE) todas as manhãs de 23 a 26 de setembro, a disciplina “Tópicos Avançados em Jornalismo, Cultura e Sociedade: textos, mídias, mediações e processos de significação – noções teóricas e aspectos metodológicos” terá a participação de  mais três professores doutores do Programa de Pós Graduação em Comunicação da UFMG, Bruno Souza Leal, Carlos Alberto Carvalho e Elton Antunes ).

Jornalismo: prática, ensino e papel social do conhecimento moderno

18/09/2014 23:05
Por Carlos Marciano,
Jornalista e mestrando junto ao POSJOR/UFSC

 

foto 4Em meio às influências das mudanças tecnológicas, qual o papel social, como ensinar e praticar IMG_20140917_161455875jornalismo?  O Dr. Wolfgang Donsbach, da Universidade Técnica de Dresden, foi quem abordou o tema durante a aula magna do Programa de Pós-Graduação em jornalismo, realizada no dia 17 de setembro, última quarta-feira. Acadêmicos e membros do corpo docente lotaram o auditório Elke Hering, da Biblioteca Universitária,  e ao final participaram do debate com o palestrante.

De acordo com Donsbach, a principal dificuldade para suprir as questões referentes ao jornalismo moderno se deve a grande preocupação com a tecnologia e não com o conteúdo. Para suprir essas carências ele sugere algumas mudanças de atitudes.

Aprimorar as técnicas e almejar maior exatidão sobre os fatos é uma delas. Para isto ser alcançado, uma alternativa é o jornalista atuar também como um pesquisador, ou seja, procurar evidências que comprovem suas informações com mais precisão.

A crise no jornalismo também foi abordada em vários momentos da conversa. Não existe consenso sobre sua real existência e em que medida esta se aplica. No entanto, alguns pontos sobre esta suposição foram debatidos.

Um dos principais fatores foi a chegada da internet e a forma como a informação é difundida neste meio.
Ela proporcionou o que Donsbach menciona como “democratização da notícia”, ou seja, a participação mais ativa do cidadão com sugestões sobre a produção de notícias bem como a seletividade do conteúdo de interesse.

Indicadores comerciais é outro fator. Muitas vezes questões referentes à tradição comercial batem de frente com aquelas relativas às de interesse público. O professor citou como exemplo o fato de notícias perderam espaço para anunciantes, ou quando o corte de custos atinge diretamente os profissionais e como consequência gera-se a queda de qualidade no veículo.

Para Donsbach, um fator puxa o outro. Um corte nas redações, por exemplo, afetará a maneira como a imprensa cobre a realidade. Se esta nova maneira não agradar começa a se perder o conhecimento, pois o público deixa de consumir notícias e consequentemente outras formas de atraí-lo deverão ser pensadas, como o entretenimento, cada vez mais frequente.

foto 1Autores como Walter Lippmann, Jürgen Habermas e Francisco Karam (coordenador do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo) foram citados por Donsbach para embasar seus estudos, que além dos temas já mencionados trataram também de outros assuntos da área como esfera pública e informação compartilhada.

Para o professor, estimular algumas competências pode contribuir na forma de se fazer e ensinar jornalismo. Os jornalistas devem estabelecer relações entre os fatos e, no intuito de analisar a importância dos eventos e reconhecer informações relevantes, precisam saber como aprimorar capacidades analíticas, criticas e narrativas para melhor conhecimento e disseminação do tema.

É necessário entender como o mundo funciona, aprimorar a competência da causalidade que, para ele, é essencial durante a avaliação dos fatos. Deve-se estimular também a competência do processo e assim compreender como o jornalista trabalha com o público e se estas atitudes estão surtindo efeito.

Donsbach reforçou que a razão mais importante para a existência do jornalismo é a validação de informações. Assim, repensar o todo é essencial. Ações que viabilizem a produção não fazem sentido se o conteúdo não for atrativo, afinal, “até o melhor jornalismo precisa de mercado, mas se ninguém quiser ler…”.

 

Aula Magna no Mestrado e Doutorado em Jornalismo da UFSC

08/09/2014 12:53
Professor alemão vem ao Brasil falar sobre o Jornalismo como profissão do conhecimento moderno
O prof. Dr. Wolfgang Donsbach, da Universidade Técnica de Dresden, ministra a Aula Magna do segundo semestre de 2014 junto ao Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Donsbach vem ao Brasil a convite do POSJOR/UFSC para tratar do “Jornalismo como profissão do conhecimento moderno: interfaces entre o papel social do jornalismo, seu ensino e prática”. O evento será no dia 17 de setembro, quarta-feira, às 14h30, no auditório Elke Hering, da Biblioteca Universitária da UFSC, com tradução simultânea, entrada livre e direito a certificado.
Wolfgang Donsbach (www.donsbach.net)  é professor e fundador do Departamento de Mídia e Comunicação da Universidade Técnica de Dresden. Foi professor visitante na Universidade de Columbia, Universidade Syracuse, Universidade de Harvard e Universidade Livre de Berlim. Presidiu a Associação Mundial de Pesquisa de Opinião Pública (1995-1996) e a Associação Internacional de Comunicação (2004-2005). É o editor geral de 12 volumes da Enciclopédia Internacional de Comunicação (Wiley-Blackwell, 2008). Em 2007, recebeu o prêmio Helen-Dinerman-Prêmio WAPOR para realizações extraordinárias em pesquisa de opinião pública e, em 2008, o Prêmio David Swanson em Comunicação Política patrocinado pela política de Divisão de Comunicação da ACI.  Seus principais interesses de pesquisa são jornalismo, comunicação política e opinião pública. Doutor e pós-doutor pela Universidade de Mainz, Alemanha, é autor de vários livros, como  “O desencanto de uma profissão. O que os alemães esperam do jornalismo e como eles estão decepcionados” (2009), com Mathias Rentsch, Anna Maria Schielicke e Sandra Degen, e de inúmeros artigos científicos e capítulos de livros, entre eles “Jornalismo como a nova profissão do conhecimento e as consequências para o ensino de jornalismo” (2013) e  “A profissionalização do jornalismo é possível – e necessário. Para um novo papel do jornalismo” (2013).
Cartaz DonsbachFinal