PPGJOR apóia nova série de livros de jornalismo

20/04/2020 10:28

Um conjunto de livros  que atenda aos novos currículos de Jornalismo, oferecendo obras para a formação humanística, teórica e prática, sempre preocupadas com a ética e a qualidade da informação numa sociedade democrática. Este é o objetivo da série Novas Diretrizes que a Editora Insular acaba de anunciar com o apoio institucional do PPGJOR.

A iniciativa conta com um conselho editorial internacional, com nomes como Adriana Amado, Carlos Camponez, Roseli Fígaro e Sylvia Moretzshon, e coordenação geral de Samuel Lima, professor do PPGJOR. O planejamento inicial é de que ao menos doze títulos sejam lançados no primeiro ano, sempre com avaliação técnica e científica dos originais e processo profissional de edição. Um dos primeiros livros a sair, já nos próximos meses, é a adaptação da tese de doutorado sobre infografia que William Robson Cordeiro defendeu no PPGJOR.

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Agende-se: defesas por videoconferência acontecem em maio, junho e julho

14/04/2020 14:07

A pandemia da COVID-19 interrompeu aulas e atendimentos presenciais, mas diversas outras atividades acadêmicas não param. É o caso dos exames de qualificação e das bancas públicas de teses e dissertações.

Por orientação da administração central da UFSC e seguindo instruções sanitárias, as bancas estão acontecendo por sistema de videoconferência, com avaliadores atuando de suas casas e emitindo pareceres por escrito. As bancas também são gravadas, e podem ser acompanhadas pela internet em tempo real.

No PPGJOR, já temos um conjunto de defesas com agendamento aprovado pelo Colegiado. Organize-se para acompanhar. Os links das salas virtuais são divulgados horas antes das sessões pelo Twitter do Programa, permitindo que a audiência se prepare para os eventos.

Segunda, 11 de maio, às 14 horas: “Jornalismo vigilante sob vigilância: vulnerabilidades e potencialidades do jornalismo investigativo brasileiro”, tese de Ricardo José Torres

Segunda, 15 de junho, às 14h30: “Poéticas da memória no jornalismo: a dimensão estética e política da reportagem em livro sobre a ditadura civil-militar no Brasil”, tese de Cândida de Oliveira

Quarta, 8 de julho, às 14 horas: “Sistema de mediações algorítmicas e a espiral do silêncio: implicações na recepção de conteúdos noticiosos por integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus e professores da APP-Sindicato, após as eleições de 2018 no Brasil”, tese de Kérley Winques.

Atividades presenciais suspensas até 30 de abril por causa da COVID-19

07/04/2020 12:04

(reproduzido do Notícias da UFSC)

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publica nesta terça-feira, 7 de abril, Portaria Normativa nº 357, que estabelece a prorrogação das atividades acadêmicas e administrativas presenciais até o dia 30 de abril. A medida unifica o período de suspensão, já que as aulas, por conta de Decreto estadual estão suspensas em Santa Catarina até 19 de abril e as atividades administrativas vinham sendo suspensas por períodos de uma semana.

“A decisão se ampara em todos os indicadores gerados por especialistas, segundo os quais o ‘pico’ da curva de expansão do contágio deve ocorrer em torno do dia 20 de abril”, explica o reitor, Ubaldo Cesar Balthazar. Como a UFSC suspendeu as aulas inicialmente no dia 16 de março e depois, com o Decreto estadual, esse período foi ampliado até o dia 19 de abril, houve um movimento especialmente de estudantes de volta para casa. Mais de 30% dos alunos da UFSC têm residência familiar fora das cidades em que estudam.

A partir da ampliação da suspensão das atividades também os setores técnicos e administrativos podem manter-se por mais tempo desenvolvendo atividades remotas – quando possível – e assim preservar o isolamento social, estratégia confirmada por autoridades sanitárias como essencial para conter a propagação em massa. “Insistimos que, o fundamental nesse momento e nos próximos dias e semanas, é cuidarmos de nossa saúde e de nossos amigos e familiares. Ficar em casa”, reforça o reitor.

Desde que houve a suspensão, a UFSC tem demonstrado que está atuando firmemente no combate à pandemia. São inúmeros os projetos de pesquisa e investigação que geram soluções e ações voltadas à segurança, realização de exames, medidas de prevenção, atividades de solidariedade. Além disso, com o fechamento dos Restaurantes Universitários, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) instituiu um programa emergencial, para subsidiar com bolsas os estudantes com cadastro sócio econômico situado na faixa dos mais vulneráveis.

“Temos tido esse cuidado, com estudantes que dependem das refeições e que, neste momento, demanda ainda mais apoio”, diz o pró-reitor da Prae, Pedro Manique Barreto. Além da bolsa, que terá um segundo edital em abril, já foram destinadas cestas básicas aos estudantes da Moradia Estudantil e do alojamento indígena, e remetidos mais de uma tonelada de alimentos a cada um dos outros quatro campi da UFSC. A PRAE, com apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), segue nesta semana com mais uma ação de distribuição de seis toneladas de alimentos.

“Como eu disse há duas semanas, a Universidade não está parada. Estamos trabalhando, e muito, para manter nossa instituição voltada à preservação de vidas, nosso bem mais importante e essencial”, diz o reitor.

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No PPGJOR, a Secretaria e a Coordenação continuam a funcionar no regime de teletrabalho em horário normal: de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 17h30. Para se comunicar com a Secretaria, mandar email para ppgjor@contato.ufsc.br Para se comunicar com a Coordenação, escreva para coordenador.ppgjor@contato.ufsc.br

Seguindo as orientações de isolamento social, os docentes do PPGJOR também estão trabalhando em suas casas, desenvolvendo suas pesquisas, orientando alunos e dando sequência ao Processo Seletivo 2020.

Tags: coronavírus; saúde; prevenção; UFSC

Nova carta coletiva insiste à sociedade para manter isolamento social

04/04/2020 14:42

Em mais uma carta ao governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, desta vez, endereçada também a prefeitos, secretários de estado e população em geral, o movimento Consciência SC insiste para que sejam mantidas as medidas restritivas de combate à COVID-19. No final de março, a primeira carta do movimento se contrapôs ao plano de retomada das atividades econômicas de Moisés, e dias depois, o governador recuou.

O movimento reúne mais de uma centena de sindicatos, associações, organizações e entidades da sociedade, entre elas o PPGJOR, signatário das duas cartas.


A CARLOS MOISÉS DA SILVA, Governador do Estado de Santa Catarina
A todas e todos as/os Secretárias/os Estaduais de Santa Catarina
Às prefeitas e prefeitos dos municípios de Santa Catarina
Ao povo catarinense

Mais uma vez, associações, universidades, instituições, coletivos, núcleos, sindicatos e demais entidades de grupos – representando significativas parcelas da sociedade catarinense – manifestam-se com preocupação diante das medidas de enfrentamento à propagação do novo vírus Sars-Cov-2 e dos casos notificados e os possíveis subnotificados de pessoas com a doença Covid-19 em Santa Catarina.

Na guerra à pandemia do Sars-Cov-2, e contra a Covid-19, até os nomes nos foram apresentados como novidade. Assim, queremos deixar aos cientistas, das mais diferentes áreas naturais e sociais, em especial aos que pesquisam os desdobramentos médicos e biológicos do vírus, a responsabilidade de explorá-lo, compreendê-lo, enfrentá-lo para nos apresentar uma solução para a sobrevivência da nossa vida, a existência no corpo que habitamos. Seja no nosso estado, no Brasil ou no mundo.

Entendemos a ansiedade e a real necessidade para que a maior parte das atividades econômicas e demais rotinas possam ser restabelecidas em Santa Catarina. Mas questionamos a qual custo se dará a retomada dessas atividades “não essenciais”?

A pesquisa do Imperial College, de Londres, prevê mais de 1 milhão de pessoas mortas no Brasil, caso medidas de contenção não sejam tomadas. No outro extremo, com as medidas mais radicais e precoces, o número de brasileiros mortos pode ser de 44 mil. Quantas dessas mortes será da colaboração de Santa Catarina?

É preciso acordarmos no entendimento de que, neste momento, ainda não há convívio seguro para a suspensão do isolamento social que, como já dito, é considerado uma das medidas mais eficazes (se não a principal) no combate à disseminação do novo vírus.

De várias partes do mundo vem o alerta. E mesmo agora, depois de mais de 80 mil pessoas doentes, quando tudo parecia calmo, a China novamente se preocupa e se prepara para tentar conter uma possível segunda onda de contágio.

Ainda não é possível garantir quando ocorrerá o fim da disseminação do novo vírus e suspensão do status de pandemia mundial, portanto faz-se necessário que as autoridades em saúde garantam o melhor cenário, evitando o contágio.

É preciso estruturar e apresentar capacidade de ação em um ambiente em que Santa Catarina possua um número realmente seguro de testes, equipamentos médicos, unidades hospitalares e profissionais aptos ao atendimento da população.

Todas e todos se juntam com um mesmo objetivo: de fazer a ‘vida normal’ voltar a operar. Mas, por agora, o plano deve ser um só: frear a pandemia.

Que cada setor trabalhe, mas trabalhe primeiro estrategicamente, virtualmente, em planejamento. E, que nesses poucos dias que temos para planejar, que o povo possa ficar em casa. O Estado precisa garantir o provento, agora, neste momento, temporariamente.

Que possamos, mais uma vez, de forma conjunta e unificada, consultando a maior quantidade possível de atores e agentes sociais de nosso Estado, entender que se faz necessário e urgente respeitar o calendário técnico e científico visando preservar a vida não apenas “da maioria”, mas de todas e todos os catarinenses.

Entendemos e apoiamos a capacidade e as potencialidades da indústria catarinense. Ela tem força para agir contra o novo vírus. Sendo assim, há muito a ser produzido! Respiradores, máscaras e viseiras, luvas, álcool, desinfetantes, leitos de hospital, estruturas hospitalares, roupas, lençóis, toalhas, travesseiros, materiais de uso único, alimentos e bebidas, equipamentos em aço, madeira, plástico etc, dados para análise do freamento do contágio e de novas medidas estratégicas, aulas e treinamentos, informação responsável e credível, arte e cultura. E muitas outras possíveis produções aqui não citadas.

Muito nos preocupa saber que estamos à beira de um colapso e de uma tragédia e, ao mesmo tempo, os anúncios oficiais pedem a naturalização de conviver com um novo vírus.

Como aceitar que conviveremos ‘seguramente’ com um vírus que, pelos países do mundo em que tem passado, demonstra ser de alto grau de letalidade ou com complicações que requerem Unidades de Terapia Intensiva, sem que tenhamos estruturas de saúde adequadas e universais para tanto?

Mesmo com as atividades essenciais em funcionamento e os setores de produção de máquinas e equipamentos atuantes – todos no auxílio da redução da pandemia – consideramos que o isolamento/distanciamento social seja cumprido como determinação essencial para garantia da saúde do povo catarinense.

  • Pelo distanciamento social durante o período de pandemia.
  • Pela revisão e manutenção exclusiva dos serviços essenciais.
  • Por novos planejamentos para a atuação dos setores paralisados.
  • Pela reavaliação das permissões concedidas ao segmento da construção civil, que já está nas ruas.
  • Pela intervenção do Estado na economia, garantindo a vida das pessoas físicas e jurídicas.
  • Pelo bem comum. Pela saúde pública, contra a pandemia.

Santa Catarina, 4 de abril de 2020.

Veja as entidades signatárias aqui.

Tags: coronavírus; saúde; prevenção; UFSC

Criselli Montipó defende a 15ª tese do PPGJOR

03/04/2020 08:53

A doutoranda Criselli Montipó defende na próxima segunda-feira, 6 de abril, a tese “Por palavras que agem: sentidos da cidadania e direitos humanos na práxis de repórteres”. O trabalho é a 15ª tese de doutorado, produzida e orientada no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo. O PPGJOR/UFSC passou a oferecer vagas de doutorado em 2014.

Orientada pelo professor Jorge Kanehide Ijuim, a tese se propõe a compreender os conceitos de cidadania e direitos humanos entre jornalistas brasileiros. Atendendo às orientações sanitárias excepcionais, a banca de defesa acontece por sistema de videoconferência, e é aberta para assistência. Participam como avaliadores os professores José Carlos Fernandes (UFPR), Daiane Bertasso Ribeiro e Rogério Christofoletti (ambos da UFSC).

Tags: DefesasPPGJor