Programa de Pós-Graduação em Jornalismo
  • Nota de Pesar: Luiz Gonzaga Figueiredo Motta

    Morreu na manhã de hoje, 9 de junho, Luiz Gonzaga Figueiredo Motta, professor emérito da Universidade de Brasília e professor visitante no PPGJOR/UFSC. Motta, como era chamado, teve uma respeitada carreira em sala de aula, nas pesquisas que desenvolveu, na orientação de dezenas de mestrandos e doutorandos, e na gestão acadêmica. Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR), e foi o primeiro editor da Brazilian Journalism Research. Publicou e editou diversos livros – entre eles “Notícias do Fantástico” e “Análise Crítica da Narrativa” e escreveu dezenas de artigos científicos dentro e fora do Brasil. Seus escritos ainda são muito influentes, principalmente os estudos sobre as narrativas jornalísticas.

    Motta também foi secretário de Comunicação do Distrito Federal, durante o governo de Cristovam Buarque, no final dos anos 1990, e secretário de comunicação da UnB, na década seguinte.

    Entre agosto de 2013 e julho de 2015, atuou no PPGJOR/UFSC como professor visitante, dando conferências, ministrando cursos e compartilhando generosamente seu conhecimento e sabedoria. Neste período, chegou a se mudar com a esposa Rosana para Florianópolis, onde morou no novo Campeche. Tinha um temperamento amistoso, gregário, conciliador e era muito conhecido por sua gentileza e constante sorriso.

    Era um arguto observador da mídia e do jornalismo. Depois da aposentadoria, tornou-se também um dedicado observador de aves. Embrenhava-se nas matas com sua câmera para avistar pássaros da fauna brasileira.

    O PPGJOR/UFSC lamenta a perda do professor Luiz Gonzaga Figueiredo Motta e se solidariza com familiares e amigos neste difícil momento.


  • Organização divulga edição do Caderno de Resumos da 12ª Jornada Discente

     

     

    A Comissão Organizadora da 12ª Jornada Discente do PPGJOR divulga o Caderno de Resumos. A edição apresenta 30 textos referentes aos trabalhos apresentados na Jornada, no segundo semestre de  2022. 

    Os resumos dos trabalhos estão distribuídos de acordo com a linha de pesquisa:

    Linha 1 – Cultura e Sociedade: 13 

    Linha 2 – Tecnologias, Linguagens e Inovação: 9

    Linha 3 – Conhecimento e Profissão: 8 

    A edição do Caderno de Resumos está disponível neste link. 


  • Encontro USP Escola oferece curso sobre as interfaces da comunicação e da educação na sala de aula, com ênfase no jornalismo

    As interfaces da comunicação e da educação, na perspectiva do jornalismo na sala de aula, será tema de um dos cursos oferecidos pelo Encontro USP Escola, que acontece no período de 17 a 21 de julho na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH).

    A formação faz parte do Círculo Memórias em Rede de Oficinas e tem a doutoranda do PPGJOR Ivone Rocha como uma das responsáveis. O curso é um braço do projeto que leva o mesmo nome e que será objeto de estudo da tese de doutorado da aluna, sob a orientação da professora Dra. Rita Paulino.

    Sua formação estará dividida em cinco encontros, abordando os temas: Memórias afetivas; Diversidade e desigualdades; Agenda 2030; e Recursos da comunicação e das tecnologias digitais em sala de aula, sempre com a utilização das ferramentas do jornalismo.

    As inscrições já estão abertas e deverão ser feitas até o dia 12 de junho, neste link.


  • Especialista debate sobre os 50 anos do jornalismo de precisão e ChatGPT

    No próximo dia 31, às 08h30, o jornalista Marcelo Soares fará uma palestra no Auditório Henrique Fontes, do CCE. Intitulada “Os 50 anos do jornalismo de precisão e o ChatGPT: os desafios do jornalismo”, com a coordenação do Professor Samuel Pantoja Lima e mediação da Professora Raquel Ritter Longhi, a conferência faz parte de atividades que Soares estará fazendo no Curso de Jornalismo da UFSC, compostas também por um minicurso sobre Jornalismo de Dados, nos dias 30 e 31, às 18 horas.

    Marcelo Soares é um dos pioneiros do jornalismo de dados no Brasil. Atualmente, dirige o estúdio de inteligência de dados Lagom Data, em São Paulo.

    É membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e foi o primeiro editor de audiência e dados da Folha de S.Paulo. Trabalhos seus com análise de dados para reportagem ganharam prêmios Esso (2006), Petrobras (2017), INEP (2018) e Synapsis-FBH (2020).


  • Cronograma de entrevistas da Terceira fase do Processo Seletivo 2023

    A Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no uso de suas atribuições e em conformidade com os Editais nº 02 e 10/PPGJOR/2023, TORNA PÚBLICO o cronograma de realização da Terceira Fase do Processo Seletivo 2023 – Arguição de Projetos e Currículos.

    As entrevistas serão realizadas em formato remoto através dos links indicados para cada candidato (a) na tabela. Os (as) candidatos (as) devem acessar as salas na data e no horário indicados na tabela. Confira!


  • Resultado DEFINITIVO da Segunda Fase do Processo Seletivo 2023 – Prova de Conhecimentos Específicos.

    A Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no uso de suas atribuições e em conformidade com os Editais nº 02 e 10/PPGJOR/2023, TORNA PÚBLICO o resultado DEFINITIVO da Segunda Fase do Processo Seletivo 2023 – Prova de Conhecimentos Específicos. Clique aqui.


  • Resultado Preliminar da Segunda Fase do Processo Seletivo 2023 – Prova de Conhecimentos Específicos.

    A Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no uso de suas atribuições e em conformidade com os Editais nº 02 e 10/PPGJOR/2023, TORNA PÚBLICO o resultado preliminar da Segunda Fase do Processo Seletivo 2023 – Prova de Conhecimentos Específicos. Clique aqui.


  • Representantes do PPGJOR participam da IX Escola de Verão da Alaic com discussões sobre pesquisas de doutorado em andamento


    Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação promoveu evento em Barranquilla, na Colômbia, entre os dias 7 e 14 de maio, com a presença de pós-graduandos/as e professores/as de 14 países

     

     

    Doutorandas no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGJOR/UFSC), Kalianny Bezerra, Laura Cabral e Raphaela Ferro apresentaram e discutiram suas pesquisas durante a IX Escola de Verão da Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação (Alaic). O evento foi realizado entre os dias 7 e 14 de maio, em Barranquilla, na Colômbia, com a participação de aproximadamente 30 pós-graduandos/as presencialmente e outros/as cerca de 30 de forma remota, oriundos de 11 países. O professor Rogério Christofoletti, também do PPGJOR, atuou na seleção e avaliação dos trabalhos e esteve em painel sobre a Pesquisa em Jornalismo, na quinta-feira, dia 11. A atividade envolveu, no total, 59 professores/as de 10 países.

    Os/as pós-graduandos/as participantes tiveram a oportunidade de apresentar suas pesquisas em andamento, contando com a retroalimentação feita por um/a professor/a tutor/a e por, pelo menos, um/a dos/as colegas do grupo de sua área de pesquisa. As três doutorandas do PPGJOR discutiram seus trabalhos em grupos temáticos sobre Jornalismo. Laura e Raphaela compareceram ao evento presencialmente, enquanto Kalianny, que está em Dortmund, na Alemanha, em período de doutorado-sanduíche, participou de forma remota. As investigações em andamento também foram comentadas em painéis pelos/as professores/as que fizeram a seleção e avaliação inicial do trabalho, como Christofoletti, que fez sua fala por videoconferência.

    Para Laura, que está em seu primeiro ano de doutorado, participar da Escola de Verão da Alaic foi uma experiência que define como incrível. “Considero este momento inicial muito importante para aprimorar cada vez mais meu projeto”, afirma a pós-graduanda. Na ocasião, ela apresentou sua proposta de pesquisa sob o título “Jornalismo Automatizado: robôs com Inteligência Artificial nas organizações jornalísticas brasileiras”. Laura ressalta a importância do encontro de diversos/as professores/as e pesquisadores/as da América Latina. “Além da apresentação e retroalimentação, assistimos a painéis de temas variados. Tudo isso foi muito enriquecedor, bem como a vivência cultural de estar em outro país”, analisa.

    Em seu segundo ano de doutorado, Raphaela também enaltece a experiência. A pós-graduanda considera que o foco total em sua pesquisa central da tese durante a semana da Escola de Verão contribuiu para a elaboração de um recorte mais adequado para a investigação e para a preparação do material para a qualificação, que é seu próximo passo.

    Ela apresentou o projeto sobre narradoras em transmissões radiofônicas de futebol, sob o título provisório “Para que elas gritem gol! Cartografia da narração de transmissões de jogos de futebol por mulheres e proposta de estratégias pedagógicas inclusivas para o ensino superior de Jornalismo”. “Foi um momento importante de troca e de me atentar a perspectivas diferentes. O diálogo com pesquisadores e pesquisadoras não só do Brasil e da Colômbia, como de Equador, Argentina, Uruguai, El Salvador e México, por exemplo, tornou as sessões mais ricas e exigiu reforço na argumentação e na compreensão de tudo que era dito durante os debates.”

     

     

    Remoto

    De Dortmund, na Alemanha, Kalianny também teve a oportunidade de discutir sua pesquisa com pessoas de diferentes nacionalidades latino-americanas. “Foi, sem dúvida, uma oportunidade única. Debati meu projeto, descobri pesquisas em andamento extremamente relevantes para a área do Jornalismo e estabeleci importantes contatos com colegas de toda a América Latina”, enfatiza. Ela avalia que, mesmo que de maneira remota, a proposta cumpriu seu objetivo. “Acredito que a maior oportunidade oferecida pela Escola de Verão da Alaic é exatamente essa conexão e a possibilidade de desenvolver projetos futuros com outros pesquisadores”, afirma a doutoranda, que apresentou sua investigação sobre transparência jornalística e desinformação.

    Assim como sua orientanda Kalianny, a participação do professor Rogério Christofoletti também foi remota. De Florianópolis, ele foi um dos integrantes da mesa do painel sobre “A pesquisa no campo do Jornalismo”, que contou também com os professores colombianos José Miguel Pereira, Juan Pablo Ferro e Jesús Arroyave e a professora Constanza Hormazabal, do Chile. Antes do evento, os cinco foram responsáveis por avaliar e selecionar autores/as de trabalhos que fariam parte da atividade, presencialmente e à distância. “A Escola de Verão da Alaic é sempre uma oportunidade para ver para onde vai a pesquisa na Comunicação. Avaliei 13 projetos de mestrandos e doutorandos de Brasil, México, Colômbia, Argentina, Cuba e Uruguai. A qualidade apresentada é bastante alta, assim como as expectativas de bons trabalhos”, considera o professor.

     

     


  • Palestra “A Banalidade da Mentira na Sociedade do Pós-Facto” com Professor João Figueira

    PPGJOR convida para a palestra “A Banalidade da Mentira na Sociedade do Pós-Facto” do Professor João Figueira.

    O professor João Figueira é doutor em Ciências da Comunicação e professor de Jornalismo na Universidade de Coimbra, onde também dirigiu o Mestrado em Jornalismo por muitos anos. Autor de vasta bibliografia publicada no Brasil, Espanha, Reino Unido e Portugal tem entre os seus principais interesses temas como “Jornalismo, democracia e populismos”, “Desinformação e fake news” e “História do Jornalismo”.

    Além de sua notável carreira acadêmica, Figueira também possui sólida experiência jornalística, tendo atuado nessa área por cerca de duas décadas. Em 2006, ele direcionou seu foco para a atividade acadêmica, contribuindo significativamente para o campo da comunicação.

    A palestra é uma oportunidade única de refletir sobre a banalidade da mentira em nossa sociedade contemporânea, onde fatos e informações muitas vezes são distorcidos ou ignorados. Nesse contexto de pós-facto, torna-se crucial compreender os desafios enfrentados pela imprensa, bem como os impactos da desinformação e das fake news.

    👉 O que: Palestra “A Banalidade da Mentira na Sociedade do Pós-Facto”
    👉 Com: João Figueira – Professor de Jornalismo da Universidade de Coimbra
    👉 Quando: 22 de maio – 9h30
    👉 Onde: Auditório do CFH – UFSC


  • Pesquisa do grupo Transverso/PPGJOR é destaque na Agência Brasil

    O site da Agência Brasil publicou na última sexta, 05 de maio, uma matéria sobre a pesquisa “Os feminicídios em Santa Catarina e a cobertura jornalística: mapeamento de um problema público”, desenvolvida desde 2021 pelo grupo Transverso – Estudos em Jornalismo, Interesse Público e Crítica, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR) da UFSC. A pesquisa tem o apoio e financiamento de editais da FAPESC e da Pró-reitoria de Pesquisa da UFSC.

    Para falar sobre os resultados do estudo e os materiais produzidos a partir dele – o documentário e o podcastHistória mal contada – os feminicídios na cobertura jornalística”, o repórter Vinícius Lisboa entrevistou a professora Terezinha Silva, coordenadora da pesquisa e do Grupo Transverso.

     A professora Terezinha ressaltou alguns avanços observados na cobertura jornalística sobre o tema a partir da  Lei nº 13.104/2015, que reconheceu o feminicídio como um homicídio qualificado que envolve violência de gênero. Pontuou, no entanto, que ainda predomina uma lógica que prioriza a quantidade de matérias em vez da qualidade da cobertura.

    A matéria foi publicada entre os destaques da capa da Agência Brasil e pode ser acessada em seu site