Compós defende sistema de avaliação da Capes

29/09/2021 17:10

A notícia da suspensão pela justiça do processo de avaliação da pós-graduação no Brasil causou surpresa e indignação dos coordenadores de PPGs da área da Comunicação. Em reunião, o Conselho da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação discutiu o assunto e decidiu emitir nota em defesa do sistema avaliativo da Capes, que é resultado da ação coletiva de PPGs de 49 áreas de conhecimento no país.

O PPGJOR participou da reunião, na manhã de hoje, 29, e é um dos signatários da nota, reproduzida a seguir:

EM DEFESA DA AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO NO BRASIL

EM DEFESA DO SISTEMA CAPES DE AVALIAÇÃO

O Conselho da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS), reunido nesta quarta-feira, dia 29 de setembro de 2021, deliberou por unanimidade manifestar irrestrita adesão aos esforços pela retomada da Avaliação Quadrienal 2017/2020, suspensa por decisão liminar da Justiça Federal do Rio de Janeiro em resposta a ação civil pública conduzida pelo MPF.

A defesa da Avaliação Quadrienal leva em consideração o cumprimento do Plano Nacional de Pós-Graduação, modelo de avaliação construído, desde 1976, no âmbito da CAPES e que permitiu viabilizar um dos mais robustos e qualificados sistemas de pós-graduação do mundo, validado pelas diversas áreas de conhecimento, pelos programas e, sobretudo, pelos pares (docentes e discentes). É também o reconhecimento ao avanço da avaliação, sobretudo na área de Comunicação e Informação, como um processo que evolui no tempo e que precisa ser permanentemente atualizado.

O Conselho da COMPÓS reforça ainda sua preocupação com a continuidade e com a conclusão do presente processo de Avaliação e pleiteia que seja acompanhado, até o final, pela mesma equipe de coordenadores que conduziu o processo até este momento, solicitando, para este fim, que os mandatos dos atuais coordenadores sejam prorrogados até a plena conclusão da Avaliação Quadrienal 2017/2020.

A COMPÓS continuará atenta aos movimentos em torno da questão, na defesa intransigente da qualidade da pós-graduação e atuará em conjunto com as demais associações da área e dos fóruns interdisciplinares para que a liminar venha a ser cassada e o processo de avaliação tenha continuidade, na forma como foi legitimamente construído e aprovado pelos programas e pelo CTC-ES.

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Compós e Ancib criticam dissolução do CTC pela presidente da Capes

17/09/2021 18:39

A comunidade científica foi supreendida esta semana com a decisão da presidente da Capes, Claudia Mansani Queda de Toledo, de dissolver o Conselho Técnico Científico do Ensino Superior (CTC-ES). O órgão colegiado é a instância que define e regula o processo de avaliação da pós-graduação no Brasil. Alegando uma tecnicalidade jurídica, Queda de Toledo destituiu todos os vinte membros do conselho, aumentando ainda mais as tensões já existentes entre a cúpula da Capes e os representantes dos programas de pós.

Após a emissão da portaria que dissolve o CTC, seus ex-membros emitiram nota, manifestando preocupação sobre os rumos da avaliação. Associações científicas também se posicionaram contrárias à medida, como foi o caso da Associação Brasileira de Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós) e Ancib, que representa programas da Ciência da Informação.

Em carta aberta à comunidade científica, Compós e Ancib consideraram a medida um gesto autoritário e que traz insegurança jurídica, pois permite a anulação de atos dos últimos anos. A dissolução do CTC “aprofunda a crise institucional já bastante avançada de cortes de verbas e bolsas, instabilidade administrativa e falta de normatização do processo de avaliação em andamento”, diz a carta da Compós e Ancib, que pedem “recondução proporcional dos membros do CTC-ES, em um processo democrático e de boa-fé que garanta a necessária continuidade ao processo avaliativo em curso”, e mais “transparência e princípios democráticos do processo de recondução do CTC-ES e manutenção integral das decisões do já decidido e executado pelo Colegiado, desde 2018, sem prejuízo aos processos em andamento”.

O PPGJOR é membro da Compós e apoia o documento.

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