PPGJOR promove live com jornalista Chico Felitti sobre “Storytelling e narrativa jornalística em podcast”

06/09/2022 10:31

O PPGJOR UFSC promoverá no dia 15/9, quinta-feira, uma live com o jornalista Chico Felitti para uma conversa sobre “Storytelling e narrativa jornalística em podcast”. O bate-papo ocorre às 9h como atividade proposta pela disciplina de Gêneros, Linguagens e Formatos Jornalísticos, ministrada pelas professoras Raquel Longhi e Fabiana Piccinin, que também irão mediar a conversa.

Chico Felitti é repórter da Folha de S.Paulo, autor dos livros “Mulher Maravilha”, biografia de Elke Maravilha, “A Casa”, que narra a história da seita de João de Deus, e “Ricardo & Vânia”, que foi finalista do prêmio Jabuti em 2020. Criou e apresenta os podcasts “Além do Meme” e “A Mulher da Casa Abandonada”. Também é autor da reportagem “Fofão da Rua Augusta”, publicada inicialmente pelo Buzzfeed Brasil e, mais tarde, pela revista Piauí.

O bate-papo ocorre no dia 15/9, às 9h, pelo YouTube, no link bit.ly/podcast-jor.

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Jornalista Daniela Arbex ministra aula magna de 2022/2

29/08/2022 22:41

O PPGJOR UFSC em parceria com o Curso de Jornalismo e o Centro de Comunicação e Expressão, com apoio da Apufsc, promovem uma aula magna conjunta para abrir o semestre de 2022/2. A convidada é uma das maiores repórteres investigativas do país: Daniela Arbex, escritora, jornalista e documentarista.

Daniela vai falar sobre jornalismo, reportagem e metodologia de investigação jornalística, além de falar de seu livro mais recente “Arrastados: os bastidores do rompimento da barragem de Brumadinho, o maior desastre humanitário do Brasil”, lançado no início de 2022.

A palestra ocorre nesta sexta-feira, dia 2 de setembro, às 9h, no Auditório da Reitoria. O evento é aberto ao público e os participantes receberão o certificado de participação.

Quem é Daniela Arbex

Daniela Arbex, 48 anos, é autora do best-seller Holocausto brasileiro, eleito Melhor Livro-Reportagem do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (2013) e segundo melhor Livro-Reportagem no prêmio Jabuti (2014). Com mais de 300 mil exemplares vendidos no Brasil e em Portugal, a obra ganhou as telas da TV, em 2016, através de um documentário. Em 2015, lançou Cova 312, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem (2016). A obra aborda a ditadura de uma forma que a história oficial nunca fez.

Em Todo dia a mesma noite, sua terceira obra publicada, Daniela Arbex reafirma seu lugar como uma das jornalistas mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego ao reconstituir de maneira sensível e inédita os eventos da madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando a cidade de Santa Maria perdeu de uma só vez 242 vidas na boate Kiss.

Em 2020, a escritora lançou sua primeira biografia. Os dois mundos de Isabel narra a história da brasileira centenária Isabel Salomão de Campos que ergueu a voz para ajudar milhares de pessoas. O livro é, sobretudo, uma narrativa de coragem.

Das páginas para as telas de TV. Em 2021, a Série Colônia, foi livremente inspirada na obra Holocausto Brasileiro. A história é uma obra de ficção que retrata um Brasil onde cabem todas as exclusões. Um verdadeiro mergulho no Brasil profundo no qual a esperança nunca morre.

Daniela é uma das jornalistas mais premiadas de sua geração, tem mais de 20 prêmios nacionais e internacionais no currículo, entre eles três prêmios Esso, o americano Knight International Journalism Award (2010), o prêmio IPYS de Melhor Investigação Jornalística da América Latina (2009) e o Natali Prize, que ela recebeu na Bélgica em 2002. Foi repórter especial do Jornal Tribuna de Minas por 23 anos. Atualmente dedica-se à literatura.

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Palestra Visualização de dados no Jornalismo

24/06/2022 21:55

 O jornalista e prof. Marcelo Soares, fundador do Lagom Data, ministrará a palestra “Visualização de dados no Jornalismo” para os alunos do PPGJOR, alunos do curso de Jornalismo e aberta a interessados no tema. A conferência será realizada no dia 30 de Junho, às 9h, no Auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão  da Universidade Federal de Santa Catarina (CCE/UFSC).

O professor Marcelo Soares também fará uma atividade prática em laboratório com os alunos do Curso de Jornalismo e PPGJOR . O Mini Curso sobre os processos do Jornalismo de Dados, será ministrado nos dias 29 e 30 de junho, das 18h30 às 22h, no Lab 007 do CCE (Térreo, Bloco A).

Jornalista e professor, com base em São Paulo (SP), Marcelo Soares  desenvolve análises de dados para reportagens ou para compreender o público de um site. Também ensina jornalistas a entrevistar números em pós-graduações.

Desde os anos 1990, se especializou em análise de dados. É um dos primeiros brasileiros a trabalhar com “Reportagem com o Auxílio do Computador”, hoje chamado Jornalismo de Dados. Tem alguns trabalhos nessa área, grandesmédios e pequenos.

A partir de 2012, na Folha de S.Paulo, começou a trabalhar com dados de audiência para compreender melhor os leitores. Por quatro anos, fez um trabalho aprofundado para melhorar a eficiência do conteúdo. Lá, foi o primeiro editor de desenvolvimento de audiência da imprensa brasileira.

Em 2016, deixou o dia-a-dia do jornal e passou a prestar consultorias, cursos sobre análise de audiência e análise de dados. Nessa fase, ganhou prêmios quase anualmente e chegou a ter até trabalho exposto na Bienal Brasileira de Design Gráfico.

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“A imparcialidade tem uma premissa e ela é a Declaração Universal dos Direitos Humanos”, explica profª Bianca Santana

20/04/2022 21:27

A profª Drª Bianca Santana ministrou, na última terça-feira (19), a aula magna 2022 do PPGJOR UFSC. Com a fala intitulada “O enfrentamento ao racismo na prática jornalística”, a professora trouxe para o debate o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros para falar sobre a imparcialidade profissional. Santana explica que não se pode confundir imparcialidade com dar voz a racistas versus quem enfrenta o racismo. “Imparcialidade é a partir da defesa dos direitos humanos. Imparcialidade tem uma permissão e a premissa é a nossa Constituição, é a Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

A autora de “Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro”, explicou ainda que o jornalismo hegemônico no Brasil é branco e por viés inconsciente ou não, reproduz o que Cida Bento chama de pacto narcísico da branquitude. Santana elucidou que Cida Bento define branquitude como a preservação de pactos entre iguais, de hierarquias raciais que encontram ecos em diferentes organizações, incluindo aí as jornalísticas.

“Tantas vezes as pessoas falam de critérios jornalísticos, sem desconfiar que muitas vezes esses critérios não são técnicos, mas são critérios que conformam esse pacto narcísico da branquitude”.

A professora citou ainda a campanha da Coalizão Negra por Direitos voltada para jornalistas e que buscou denunciar o genocídio da população negra no Brasil, pedindo aos profissionais da imprensa que utilizassem os termos adequados para se referir aos fatos que envolvessem o tema. Segundo Bianca Santana, a forma como o jornalismo deixa de contextualizar corretamente a informação oferecida ao público dá a entender que existe um problema de violência igualmente distribuído entre a população, o que é desmentido pelo Atlas da Violência no país.

“Quando a gente sabe 91% das crianças assassinadas por tiro no Rio de Janeiro são crianças negras, por que os jornais ainda falamos em bala perdida? Que bala perdida encontra uma criança branca na Zona Sul do Rio de Janeiro? Por que a bala perdida só se perde nas favelas e nos morros e só encontra corpos de crianças negras? São execuções.”

Assista a aula magna 2022 completa:

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Enfrentamento ao racismo no jornalismo é tema da aula magna 2022 do PPGJOR UFSC

30/03/2022 18:29

A jornalista e profª Drª (FGV) Bianca Santana ministrará a aula magna 2022 do PPGJOR UFSC. Com o tema “O enfrentamento ao racismo na prática jornalística”, a conferência será realizada no dia 19 de abril, às 9h, com transmissão online pelo canal do YouTube do Programa.

Bianca Santana é jornalista, doutora em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e mestra em Educação também pela USP. É autora dos livros “Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro” (Companhia das Letras, 2021) e “Quando me descobri negra”(SESI-SP, 2015). Foi professora da Faculdade Cásper Líbero e da pós-graduação em Jornalismo Multimídia na FAAP. Atualmente, é professora no MBA em Estratégias de Comunicação Digital da FGV e escritora residente na Escola de Português da Middlebury College (em Vermont, nos Estados Unidos).

Bianca também é colunista da revista Gama e tem textos publicados em diversos veículos como UOL, revista Cult e Folha. Além disso, é organizadora das coletâneas “Inovação Ancestral de Mulheres Negras: táticas e políticas do cotidiano” (Oralituras, 2019), “Vozes Insurgentes de Mulheres Negras: do século XVIII à primeira década do século XXI” (Mazza Edições/ Fundação Rosa Luxemburgo, 2019), e “Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas” (Edufba/Casa de Cultura Digital, 2012).

A aula magna 2022 é uma atividade oficial do PPGJOR e faz parte das celebrações dos 15 anos do programa. Criado em 2007, o PPGJOR UFSC surge da experiência bem sucedida de três décadas de formação de profissionais jornalistas no curso de Jornalismo, sendo um produto do amadurecimento desta área acadêmica na instituição, através de um contínuo investimento na formação docente, na produção científica e na criação da infra-estrutura necessária ao empreendimento.

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