Mais uma revista em parceria com Universidade de Coimbra

19/02/2020 11:28

Acaba de ser publicado o número 9 da revista Mediapolis, editada pelo Grupo de Investigação em Comunicação, Jornalismo e Espaço Público, do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (Ceis20), da Universidade de Coimbra, Portugal. Com o dossiê “Reinventando Novos Pactos Globais para a  Ética da Comunicação e do Jornalismo”, esta é a segunda publicação seriada na parceria que o PPGJOR tem com os colegas portugueses.

Em dezembro passado, a Estudos em Jornalismo e Mídia, revista do PPGJOR/UFSC, publicou o especial “Qualidade no Jornalismo, Democracia e Ética”, que terá um segundo volume em junho próximo. “No seu conjunto, cremos que estas iniciativas darão um contributo importante para a atualização do tema junto da comunidade lusófona”, comentam os editores Carlos Camponez e Rogério Christofoletti na apresentação da Mediapolis.

A edição das três revistas está no âmbito da Rede Lusófona pela Qualidade da Informação (RLQI), fundada em dezembro de 2018, e que reúne pesquisadores e jornalistas de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor e Macau. Um livro sobre regulação do jornalismo nos países de língua portuguesa também está sendo produzido e tem previsão de lançamento ainda neste ano.

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PPGJOR apoia nota da Fenaj em defesa das mulheres jornalistas

19/02/2020 08:25

Os mais recentes ataques nas redes sociais, no Parlamento e vindos até da presidência da República motivaram a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) a emitir nota contra o machismo e em defesa das mulheres jornalistas. O PPGJOR apoia a manifestação e reproduz a nota a seguir:


Em defesa das mulheres jornalistas
e contra o machismo

Num cenário em que o jornalismo profissional tem assumido um ingrato protagonismo nas disputas políticas que ocorrem no Brasil, mais uma vez, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, protagoniza grave episódio de machismo, sexismo e misoginia. Nesta terça-feira (18/02), o mandatário decidiu atacar a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo, em pronunciamento com falas de conotação sexual, gravadas em vídeos transmitidos ao vivo.

A jornalista vem sendo alvo de pesados ataques virtuais dos seguidores do presidente e do próprio clã bolsonarista por seu trabalho de jornalismo investigativo, que denunciou o pagamento, por um grupo de empresários apoiadores de Bolsonaro, para envio em massa de mensagens falsas por meio de aplicativo, na campanha presidencial de 2018.

Na semana passada, a premiada repórter foi novamente atacada nas redes sociais, após mentiras declaradas por um depoente na CPMI das Fake News. Na ocasião, Hans River Nascimento, ex-empregado de uma agência de disparo de mensagens digitais mentiu em depoimento, com declarações de cunho sexista, injuriando a repórter e pondo em xeque seu rigoroso trabalho jornalístico.

O filho do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro, repercutiu as declarações mentirosas sobre a produção da matéria jornalística em sua conta no Twitter e no plenário da Câmara, inflamando os seguidores a alimentarem a rede de ódio contra Patrícia na internet.

A partir deste episódio, as mulheres jornalistas desse país também foram vítimas de viralização de vídeo, imagens e “memes” que relacionam a apuração de matérias jornalísticas e a produção de notícias a troca por sexo. Assim, a pouco mais de duas semanas do 8 de Março, data emblemática da luta feminista, toda uma categoria profissional é atingida pela violência de gênero.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mais uma vez, manifesta repúdio ao teor do pronunciamento do presidente e, junto com sua Comissão Nacional de Mulheres, coloca-se como incansável na tarefa de denunciar, tão sistemático quanto forem, os absurdos declarados por Jair Bolsonaro.

Dedicamos nossa solidariedade e atuação sindical, seja no campo político ou no jurídico (em fase de encaminhamento), às mulheres desse país, às mulheres jornalistas, às mulheres trabalhadores, na pessoa de Patrícia Campos Mello, na certeza de que não passarão os insultos e ofensas de cunho machista, sexista e misógino. Que nosso grito de repúdio sirva para frear tais comportamentos, vindos de quem quer que seja, sobretudo do mandatário da Nação, que deveria defender toda a população e, sobretudo, as maiorias silenciadas de direitos.

Brasília, 18 de fevereiro de 2020

Comissão Nacional de Mulheres da FENAJ

Federação Nacional dos Jornalistas

Tags: defesa do jornalismoFenajjornalistas

Pesquisadores do PPGJOR participam de projeto de parceria Brasil-Alemanha

18/02/2020 06:31

Três professores e uma doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC estão na equipe do projeto “Communication and Democracy: Media Accountability, Public Service Media, Internet Access and the Right to Information in Germany and Brazil”, que reúne universidades brasileiras e da Alemanha para uma pesquisa de quatro anos. O projeto foi apresentado em junho de 2018 ao edital Probral, da Capes e do Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD), maior serviço alemão de intercâmbio acadêmico.

Em dezembro passado, foram anunciados os 25 projetos aprovados, e dois apenas da área da Comunicação. “A aprovação indica a relevância da pesquisa que busca a compreensão da contribuição das mídias, do jornalismo, da comunicação pública e do direito à informação para a vitalidade democrática, em perspectiva comparativa internacional, propondo direções adequadas de aperfeiçoamento da produção e circulação de informações”, comenta o coordenador brasileiro do projeto, Danilo Rothberg.

Além da UFSC, fazem parte da equipe brasileira do projeto pesquisadores da Unesp e UnB. Do lado alemão, a coordenação está com pesquisadora Susanne Fengler, da Technische Universität Dortmund.

O projeto prevê até 2023 missões de estudo e pesquisa, estágio pós-doutoral e doutorado-sanduíche de brasileiros na Alemanha, e vice-versa. A equipe brasileira tem 13 pesquisadores e quatro são do PPGJOR/UFSC: os professores Jacques Mick, Rita Paulino e Rogério Christofoletti, e a doutoranda Marcionize Bavaresco.

Tags: AlemanhainternacionalizaçãopesquisasProbral

Egressa do PPGJOR pesquisa e leciona em Portugal

17/02/2020 07:00

Uma recém-doutora formada pelo PPGJOR cruzou o Atlântico para impulsionar sua trajetória acadêmica. Seis meses depois de defender sua tese, Ana Marta Moreira Flores está em Portugal, como “investigadora doutorada” no iNOVA Media Lab, laboratório de destaque do Instituto de Comunicação da Universidade Nova de Lisboa. Além da pesquisa, Ana Marta também terá desafios na sala de aula. Neste ano, vai dividir quatro turmas no mestrado em Gestão e Curadoria da Informação com uma colega docente. O mestrado é oferecido pela Information Management School e pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova e as aulas são todas em inglês, já que recebe alunos intercambistas de diversos países.

A história de Ana Marta com Portugal começou antes da conclusão do doutorado. Desde 2017, ela faz parte do Social Media Research Techniques (SMART), grupo que desenvolve pesquisas com foco em digital methods. Desde 2018, ela também ajuda a organizar o SMART Data Sprint, evento com pesquisadores e cientistas de dados para desenvolver projetos durante uma semana, durante o Digital Media Winter Institute. Na última edição do evento, no mês passado, Ana Marta ofereceu dois workshops: “Shaping questions for Trends Studies through Digital Methods” e “Getting to know data extraction + text analysis tools” (este com a professora Elena Pilipets). “Tem sido uma experiência super rica e desafiadora, porque estou reunindo duas áreas que não têm um histórico combinado e aprendendo muito com isso”, afirma.

Ana Marta Moreira Flores fez mestrado e doutorado no PPGJOR. Em 2012, ela defendeu uma dissertação sobre Twitter e jornalismo de moda, e sete anos depois, apresentou sua tese sobre estudos de tendências e jornalismo de inovação. Nas duas ocasiões, foi orientada pela professora Raquel Ritter Longhi no grupo de pesquisa Nephijor.

Tags: ana marta moreira floresegressosinternacionalizaçãoportugal

Professor em pós-doutorado na UnB

14/02/2020 08:50

A partir de março e por um ano, o professor Samuel Lima vai atuar junto ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) para o seu estágio pós-doutoral. Ele estará sob a supervisão do professor Fábio Henrique Pereira.

Samuel Lima vai investigar a relação jornalismo-conhecimento-hegemonia considerando como marco teórico as obras de Adelmo Genro Filho, Robert Park e principalmente Antonio Gramsci. O professor do PPGJOR pretende consolidar o estudo num livro voltado a estudantes de graduação e pós-graduação em jornalismo e comunicação, a ser lançado em 2021.

Tags: samuel lima; pós-doc